
exhibiciones
Água Viva - Mar, performance-intervención, Naná Blue, Fortaleza, Ce, BR, 2016
Agua Viva - Mar
Performance-intervención
TAC - Temporada de Arte de Ceará
Puente Viejo y Centro Cultural de Arte y Cultura Dragão do Mar
Fortaleza, Ceará, Brasil, 2016
Actuación contemplada en el Aviso de la Temporada Arte Cearense 2015/2016 del Centro de Arte y Cultura Dragão do Mar en la ciudad de Fortaleza, Ce, BR.
El cuerpo de agua lleva un mensaje: ¡el agua está viva! Lleva agua en el cuerpo de un lugar a otro a través de su sonido. El sonido del agua es uno de los sonidos fundamentales de la naturaleza y contiene información sobre dónde se encuentra. Siente el mar y su energía emanar. Ser un canal de agua sonora canalizando la energía del agua del mar a través del espacio público. La artista salió llevándose el sonido del agua del mar en su cuerpo a través de un dispositivo de sonido que se encuentra debajo del disfraz, por lo que no queda claro de dónde proviene el sonido.
El resultado es como una masa de agua sónica humana. La acción es un camino que comienza en Ponte Velha, en Praia de Iracema, donde el artista inicia su ritual canalizando la energía del mar y trasladando los paisajes sonoros al espacio público del Centro Dragão do Mar, donde al mismo tiempo la intervención se transmitió en tiempo real vía streaming.




Uma instalação sonora ocupou a entrada do local até o interior do espaço formando um trajeto de águas sonoras começando com a chuva, logo em seguida uma nascente, passando por cachoeiras, um rio e desembocando no mar sonoro que levava ao horizonte marítimo projetado.




A figura de Yemanjá, Rainha do Mar, no centro de uma caixa d’água ornamentada por tecidos azuis e pedrinhas que formavam uma espiral é o polo de início do ritual. Através de um canto se estabelece uma conexão com o plano do astral, uma energia que ocupa o espaço, as pessoas... é a força da performance, um campo de força que se cria no tempo.


Em seguida me direciono à uma estrutura de madeira geodésica construída pelos alunos onde dispus o Baguá de Feng Shui no chão, saindo de seu centro uma projeção do planeta Neptuno que passa por uma travessa de vidro com água e aparece no centro da parte superior sobre um pano branco. A imagem do planeta ainda passa por um cristal branco de Feng Shui dependurado no centro até atingir o topo, refletindo assim pequenos arco-íris no espaço. Me posiciono no apartado azul do Baguá e começo um ritual de conexão com o planeta Neptuno, interajo com a projeção como se tocasse no planeta, e logo interajo com a água bebendo-a e brincando, o que deforma a imagem do planeta criando outras plasticidades. Ademais interajo com o cristal rodando-o fazendo girar os arco-íris.

Com o corpo energizado com as energias sutis me encaminho ao mar no horizonte descontínuo formado por uma instalação com projeções de quatro fotografias do mar ao fundo do espaço que criava uma perspectiva ilusionista como se houvesse o mar em pleno sertão. Adentro a cada fotografia tomando um banho de luz de mar me energizando ainda mais com a energia emanada pela imagem do mar, que de acordo com a teoria do Dr. Masaru Emoto, “As caras da água”, a imagem é capaz de refletir a mesma energia daquilo que representa. Eis a alquimia da arte!


A participação dos alunos está também em suas vestimentas azuis que compõe com seus corpos o espaço fazendo parte da instalação-performance juntamente com o público convidado a comparecer também vestido de azul. Cria-se uma obra na qual todos os presentes fazem parte.







É nessa atmosfera que declamo um poema lançado como uma onda atravessando os corpos purificando-os e instaurando uma energia de suspensão do que se crer real e de novas realidades possíveis e acessíveis experimentadas através da arte.
O “Azul de quê?” foi uma experiência coletiva de construção de um espaço/tempo azul com sonoridades aquíferas, horizonte marítimo e amplitude astronômica que deu lugar a uma performance ritualística que evocava seres cósmicos para interferirem em nosso mundo com graça. Luzes, tecidos e objetos azuis compunham o espaço, assim como as pessoas que foram convidadas a comparecerem vestidas de azul formando parte de uma grande performance coletiva onde o público e todos aqueles envolvidos no projeto fazem parte da obra.
Apos a performance um momento de confraternização com os alunos e o publico revelou o afeto instaurado entre todos unidos em um espaço-tempo plástico, artístico, experimental. O feedback que recebi das pessoas foi reconfortante, recebi presentes e muito amor!!! Me senti acolhida por pessoas muito receptivas. Então a pergunta que não que calar: Azul de quê? Eu digo, após essa belíssima experiência, azul de afeto, de amor, de reciprocidade, de calma, tranquilidade e espiritualidade! Esses são os conceitos envolvidos nessa imersão no azul.